Com turmas em todas as regiões do Brasil e 240 educandos matriculados, a mais recente Especialização da Fiocruz Brasília é em Educação Popular em Saúde. O curso teve início na última sexta-feira (28/3), com um ato inaugural realizado na sede da Fundação. O evento marcou o começo deste importante curso, que visa formar profissionais comprometidos com a promoção da saúde por meio de práticas educativas e transformadoras.
A solenidade contou com a presença dos alunos da turma da Região Centro-Oeste, além de personalidades políticas, coordenadores e professores do curso, e representantes do campo da educação popular em saúde.
A Educação Popular em Saúde é uma abordagem educativa ancorada na consciência crítica e na participação democrática, com o objetivo de superar as desigualdades, discriminação, violência e opressão. Marcada pela construção coletiva, essa abordagem valoriza o “fazer com” o povo, respeitando o saber popular e integrando os modos de sentir, pensar e agir dos grupos populares.
O curso é uma parceria entre a Fiocruz Brasília, por meio do Núcleo de Educação Popular, Cuidado e Participação na Saúde (Angicos), e o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral de Articulação Interfederativa e Participativa do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa da Secretaria Executiva. O curso integra as ações do processo de resgate, implementação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), que foi criada a partir da trajetória histórica de movimentos sociais, juntamente com comunidades, serviços de saúde, gestores e o meio acadêmico, para buscar formas dialogadas e participativas de conduzir processos educativos. A Especialização em Educação Popular em Saúde é uma das diversas iniciativas do Ministério da Saúde no resgate da PNEPS-SUS.
No ato inaugural, o coordenador do Angicos, Osvaldo Bonetti, recordou a trajetória de mais de duas décadas na construção do processo da Política de Educação Popular. Ele expressou sua alegria em participar da formação dessa grande ciranda da Educação Popular, que se espalha pelo país, com seis turmas em diferentes regiões, fortalecendo a Política Nacional de Educação Popular em Saúde. “Esta especialização é uma política pública que visa fortalecer as bases territoriais. Precisamos trazer o povo dos territórios para se especializar dentro da academia”, enfatizou.
A diretora da Escola de Governo Fiocruz-Brasília (EGF-Brasília), Luciana Sepúlveda, destacou a alegria da Escola em contribuir para a construção dessa especialização. Ela também ressaltou a importância da PNEPS-SUS, enfatizando que a Educação Popular possui o potencial de resgatar ferramentas essenciais para escutar, dialogar e compreender de maneira mais profunda. “A Educação Popular deve ir além dos campos do saber. Esta especialização ajudará a construir redes para dar continuidade ao nosso trabalho em defesa da democracia e do SUS”, afirmou.
Para a coordenadora da Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do SUS e coordenadora-geral de Articulação Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, Maria Rocineide Ferreira, essa Especialização ocorre em um momento crucial da reconstrução da democracia brasileira, reunindo atores de todas as regiões do país, do Sul ao Nordeste. “Esse processo reafirma que a democracia deve ser participativa, e a construção da Educação Popular deve ser realizada no coletivo, pelo coletivo e com o coletivo”, ponderou.
Em uma mensagem de vídeo enviada ao evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez uma saudação aos educandos. Na mensagem, ele afirmou que este momento fortalece a Educação Popular em saúde e reforça a relação com os movimentos sociais e os territórios, que são construídos a partir dos laços das identidades sociais e culturais desses movimentos. “O SUS é, acima de tudo, uma conquista da mobilização popular”, finalizou.
Também participaram do ato a coordenadora-geral de Educação Popular da Presidência da República, Iara Duarte Lins; a diretora do Departamento de Apoio à Gestão da Atenção Primária do Ministério da Saúde, Aíla Sousa; o representante da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Getúlio Vargas; a diretora substituta do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, Fátima Ali; o diretor do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação na Saúde, Fabiano Ribeiro; e o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello.
Confira aqui a transmissão do evento.
Lançamentos nas regiões
O curso também foi iniciado nas regiões que recebem a Especialização: Centro-Oeste, Norte, Sul e Sudeste. Apenas a Região Nordeste foi dividida em duas partes: Nordeste I, que inclui Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte; e Nordeste II, que abrange Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.